1.
Resumo
O
exerc’cio proposto consiste na busca de part’culas estranhas, que s‹o
produzidas ˆ partir de colis›es entre part’culas no acelerador LHC e medidas
pelo experimento ALICE. Este exerc’cio se baseia em reconhecer o decaimento
t’pico dessas part’culas, chamadas de V0, como por exemplo,
,
e
. A identifica�‹o dessas part’culas estranhas Ž baseada na sua topologia
de desintegra�‹o e na identifica�‹o dos produtos dessa desintegra�‹o; as
informa�›es da trajet—ria dessas part’culas s‹o usadas para calcular a massa
invariante da part’cula m‹e e, assim, confirmar a identidade dessa part’cula.
Nas se�›es seguintes, o experimento ALICE e seus objetivos s‹o brevemente
apresentados, assim como a motiva�‹o desta an‡lise. A metodologia utilizada
para a identifica�‹o das part’culas estranhas e as ferramentas dessa metodologia
ser‹o apresentadas em detalhe; em seguida, o exerc’cio Ž explicado passo a
passo, assim como, a apresenta�‹o dos resultados. No final, a maneira de
organizar os resultados Ž apresentada.
2.
Introdu�‹o
ALICE (do ingl�s, A Large
Ion Collider Experiment – Um Grande Experimento de Colisor de êons), Ž um dos grandes experimentos do CERN LHC
(do ingl�s, Large Hadron
Collider - Grande Colisor
de H‡drons), destinado ao estudo de colis›es entre
’ons pesados. Ele tambŽm Ž destinado para o estudo da colis‹o entre pr—tons,
que fornecem dados utilizados como refer�ncia para as colis›es nœcleo-nœcleo. AlŽm
disso, os dados de colis›es entre pr—tons tambŽm s‹o œteis para os estudos
espec’ficos da f’sica hadr™nica de pr—tons. O
detector ALICE foi concebido para lidar com a maior multiplicidade de
part’culas previstas em colis›es entre ’ons pesados nas energias extremas do
LHC.
3. A F’sica do ALICE
Os quarks est‹o presos nos pr—tons e n�utrons por
uma for�a chamada de intera�‹o forte, que s‹o mediadas por trocas de part’culas
mediadoras chamadas glœons. A intera�‹o forte tambŽm Ž
respons‡vel pela liga�‹o entre pr—tons e n�utrons em nœcleos at™micos.
Embora saibamos que quarks s‹o part’culas
elementares que constituem todos os h‡drons, nunca um
quark isolado foi observado: os quarks, assim como os glœons,
parecem estar permanentemente juntos e confinados em part’culas como pr—tons e
n�utrons. Esse fen™meno Ž conhecido como confinamento. O mecanismo exato que
causa esse fen™meno ainda permanece desconhecido.
Ainda que a F’sica das intera�›es fortes seja bem
compreendida hoje, duas quest›es continuam n‹o resolvidas: a origem do
confinamento e o mecanismo que geram as massas dos quarks ligados. A resposta
para ambas quest›es est‡ relacionada ˆ forma como a intera�‹o forte modifica as
propriedades do v‡cuo.
A teoria atual da intera�‹o forte (chamada Cronodin‰mica Qu‰ntica) prev� que em temperaturas e
densidades muito altas, quarks e glœons se libertam
das part’culas que eles comp›em. E com isso, eles podem existir livres em um novo
estado de matŽria conhecido como o plasma de quarks e glœons.
Essa transi�‹o deve ocorrer quando a temperatura
ultrapassa um valor cr’tico, estimado em torno de 100 000 vezes mais elevado
que a temperatura do centro do Sol! Essas temperaturas s— existiram na natureza
no in’cio da forma�‹o do Universo. Segundo a teoria do Big Bang,
a temperatura do Universo estava durante alguns milionŽsimos de segundo acima
do valor cr’tico e a toda a matŽria do universo estava no estado de plasma de
quarks e gluons.
Quando dois nœcleos pesados se aproximam a uma
velocidade pr—xima da luz e colidem, essas condi�›es extremas de temperatura
podem ser recriadas e os quarks e glœons s‹o liberados. Os quarks e os glœons
interagem entre si criando um ambiente em equil’brio tŽrmico: o plasma de quarks
e glœons. Esse plasma se expande e se resfria ˆ
temperatura no qual quarks e glœons se agrupam para
formarem a matŽria comum (1012 graus) em, aproximadamente, 10-23
segundos ap—s o in’cio da colis‹o. O ALICE estuda a forma�‹o e as propriedades
desse novo estado da matŽria.
4. Aumento de
produ�‹o da estranheza como indica�‹o da forma�‹o do plasma de quarks e glœons
O diagn—stico e o estudo das propriedades do plasma
de quarks e glœons (PQG) podem ser realizados com a
ajuda de quarks que n‹o est‹o presentes na matŽria que existe a nossa volta. Uma
das assinaturas experimentais da exist�ncia do PQG se apoia na ideia do aumento
na produ�‹o de estranheza. Essa foi uma das primeiras propostas para se
observar o plasma de quarks e glœons, feita em
1980. Contrariamente aos quarks up e down, os
quarks estranhos n‹o s‹o trazidos pelos nœcleos que colidem. Portanto, todo
quark ou anti-quark estranho observado na experi�ncia
Ž criado ˆ partir das energias cinŽticas dos nœcleos em colis‹o. Como a massa
dos quarks estranhos Ž da ordem de grandeza da temperatura na qual os pr—tons, n�utrons
e outros h‡drons se dissolvem em quarks, a abund‰ncia
de quarks estranhos Ž sens’vel ˆs condi�›es, estrutura e din‰mica da fase da
matŽria n‹o-confinada. Assim, uma produ�‹o elevada de quarks estranhos assinala
que as condi�›es de n‹o-confinamento foram atingidas.
Na pr‡tica, o aumento da estranheza pode ser
observado ao se contar o nœmero de part’culas estranhas, isto Ž, as part’culas
que contŽm ao menos um quark estranho, e ao se calcular a raz‹o entre
part’culas estranhas e part’culas n‹o-estranhas. Se essa rela�‹o Ž superior ˆquela
dada pelos modelos te—ricos que n‹o preveem a cria�‹o do PQG, o aumento Ž
observado.
Para colis›es entre ’ons de chumbo, o nœmero de
part’culas estranhas Ž normalizado pelo nœmero de nucleons
que participam da colis‹o e comparado com essa mesma raz‹o em colis›es entre
pr—tons.
5.
Part’culas estranhas
As part’culas estranhas s‹o h‡drons contendo
ao menos um quark estranho. Isto se caracteriza pelo nœmero qu‰ntico
ÒestranhezaÓ. O mŽson estranho neutro mais leve Ž o
e o b‡rion estranho neutro mais leve Ž o
(uds), da fam’lia dos hyperons.
N—s estudaremos a
desintegra�‹o dessas part’culas, por exemplo,
,
. Nessas desintegra�›es, o nœmero qu‰ntico da estranheza n‹o Ž
conservado, porque os produtos da decomposi�‹o s‹o unicamente compostos de
quarks up e down.
Consequentemente, n‹o se trata da desintegra�‹o forte (que s‹o muito r‡pidas, que
ocorrem em um intervalo de tempo da ordem de 10-23 segundos) mas de
desintegra�›es fracas, onde a estranheza pode ser conservada (ÆS = 0) ou
modificada em um unidade (ÆS = 1). Para essas desintegra�›es, a vida mŽdia
τ fica entre 10-8 e 10-10 segundos. Para as
part’culas com velocidades pr—ximas a da luz, isso significa que a part’cula se
desintegra a uma dist‰ncia (em mŽdia) de alguns cent’metros do ponto de
produ�‹o (do ponto de intera�‹o entre os pr—tons).
6.
Como identificar as part’culas estranhas
O objetivo
deste exerc’cio consiste na busca por part’culas estranhas produzidas em
colis›es entre pr—tons no LHC e registradas pelo experimento ALICE.
Como
mencionado na se�‹o anterior, as part’culas estranhas n‹o sobrevivem muito
tempo; elas se desintegram pouco ap—s sua produ�‹o. No entanto, elas sobrevivem
o suficiente para viajar alguns cent’metros de dist‰ncia do ponto de intera�‹o
(PI), onde elas foram produzidas. Sua busca Ž baseada na identifica�‹o de seus
produtos de desintegra�‹o, que devem provir de um vŽrtice secund‡rio comum.
As part’culas
estranhas neutras, como os
e
, se desintegram
dando um padr‹o caracter’stico, chamado V0. A part’cula m‹e desaparece a alguns
cent’metros do ponto de intera�‹o e duas part’culas de cargas opostas aparecem
em seu lugar; sua trajet—ria Ž curvada em dire�›es opostas pelo campo magnŽtico
do solen—ide do ALICE.
Na figura abaixo,
os tra�os vermelhos indicam part’culas de carga positiva; os tra�os verdes
indicam part’culas de carga negativa.
As desintegra�›es
que n—s procuramos s‹o:

anti ![]()
N—s vemos que para um estado final de dois p’ons,
o padr‹o de decaimento Ž quase simŽtrico, enquanto para o estado final de um p’on e um pr—ton, o raio de curvatura do pr—ton Ž maior que
o do p’on: devido ˆ sua massa mais elevada, o pr—ton
transporta a maior parte do momento
inicial.
N—s iremos buscar tambŽm as desintegra�›es em cascata de part’culas
estranhas carregadas, como as
; essa part’cula
se desintegra em
e
; em seguida o
se desintegra em
e pr—ton; o p’on inicial se chama solteiro representado em roxo na
figura.
![]()
A procura por V0s Ž baseada na topologia da
desintegra�‹o e na identifica�‹o dos seus produtos; uma confirma�‹o suplementar
da identidade da part’cula Ž o c‡lculo da sua massa; essa se faz utilizando as informa�›es
(massa e momento) dos produtos do decaimento como descrito na se�‹o seguinte
7. Calculando a massa (invariante)
Consideramos
acima o decaimento de um kaon (K0) neutro
em dois p’ons carregados, Ks0→ ¹+¹-
Seja E, p e m a energia total, o momento (vetor!)
e a massa da part’cula m‹e (K0);
Seja E1,
p1 e m1 a
energia total, o momento e a massa da part’cula filha de nœmero 1 (¹+)
e E2, p2 e m2 a energia
total, o momento e a massa da part’cula filha de nœmero 2 (¹-).
Conserva�‹o de
energia E
= E1 + E2 (1)
Conserva�‹o de
momento p = p1 + p2 (2)
Da relatividade
(assumindo c=1) E2
= p2 + m2 (3)
Onde p = |p| Ž o comprimento ou magnitude do vetor momento p. Isso tambŽm se aplica, naturalmente,
para as part’culas filhas:
(4)
(5)
Aqui p1 = |p1| e p2 = |p2| s‹o comprimentos de p1 e p2.
Das equa�›es
acima encontramos que:
m2 = E2
– p2 = (E1 + E2)2 – (p1 + p2)2 =
+
+ 2E1E2 – p1.p2 – p2.p2 – 2
p1.p2 (6)
Onde introduzimos
o produto escalar p1.p2 de dois vetores p1 e p2, que Ž a igual ˆ soma dos produtos das componentes x, y e z dos
dois vetores:
p1.p2 = p1x p2x
+ p1y p2y + p1z p1z (7)
p1.p1 = p1x 2 + p1y 2 + p1z 2 (8)
p2.p2 = p2x 2 + p2y 2 + p2z 2 (9)
Portanto, da
equa�‹o (6), temos:
m2 =
+
+ 2E1E2 – p1
2– p2 2 – 2 p1.p2 = m1
2 + m2 2 + 2.E1 E2
- 2 p1.p2 (10)
Assim, podemos
calcular a massa da part’cula inicial a partir da massa e das componentes do
momento das part’culas filhas.
A massa das
part’culas filhas m1 e m2 s‹o conhecidas: diversos
detectores ALICE identificam-nas.
O momento das
part’culas filhas p1 e p2 s‹o medidos ˆ partir do raio de
curvatura da trajet—ria, devido ao campo magnŽtico que Ž conhecido. No
exerc’cio, s‹o usadas as tr�s componentes do vetor momento associado a cada
decaimento V0, como apresentado nas equa�›es acima.
O c‡lculo da
massa invariante apresenta tipicamente uma distribui�‹o como apresentado na
figura abaixo. A distribui�‹o apresentada ˆ esquerda corresponde ao c‡lculo da
massa para o par p’on-pr—ton; o pico corresponde ˆ
part’cula Λ e o cont’nuo Ž o ru’do de fundo proveniente das combina�›es fortuitas
de p’ons e pr—tons que parecem vir do mesmo vŽrtice secund‡rio
ou que tenham sido identificados de forma err™nea; a distribui�‹o ˆ direita
corresponde ao c‡lculo da massa para o par p’on
negativo e positivo; o pico corresponde ao
.


8. As ferramentas e como us‡-las
O exerc’cio Ž
realizado com o programa ROOT e uma vers‹o simplificada do visualizador de
eventos do ALICE. Em uma janela de linha de comando (terminal), que estar‡
aberta em seu computador (assim voc� j‡ estar‡ no diret—rio apropriado para a
execu�‹o da atividade), voc� dever‡ digitar: root masterclass.C. Uma pequena janela
ir‡ aparecer, como na figura. Essa janela ir‡ oferecer tr�s op�›es poss’veis
: modo de
demonstra�‹o (Demo), modo estudante (Student) para an‡lise dos eventos e modo professor (Teacher) para a
coleta e combina�‹o dos resultados.
O modo
demonstra�‹o apresenta alguns exemplos de decaimento do
, Λ,
anti-Λ e Ξ. A escolha do modo estudante (Student) para an‡lise e a procura
visual por V0s, abre uma janela como aquela mostrada na figura abaixo.
A coluna da
esquerda oferece uma sŽrie de op�›es: Instru�›es (Instructions), Navega�‹o de
Eventos (Event Navigation), Buscador
de V0s e Cascatas (Cascades), Calculadora
(Calculator),
sele�‹o de tipos de exibi�‹o - trajet—rias (Tracks), geometria do detector (Geometry)...
TambŽm h‡, na se�‹o EnciclopŽdia (Encyclopedia), uma breve descri�‹o do detector ALICE e seus
componentes, assim como, exemplos de decaimentos V0 e de eventos de colis›es
entre ’ons de chumbo.
A tela mostra
tr�s pontos de vista do detector ALICE (tridimensional, proje�‹o em rφ e a proje�‹o em rz). Voc�
pode selecionar a exibi�‹o da informa�‹o de cada evento. Se voc� clicar no ’cone
correspondente, poder‡ ver todos os pontos (Clusters)
e trajet—rias (Tracks)
do evento; se voc� clicar no ’cone buscador de V0 (e cascata), os V0s (e cascatas)
ser‹o destacados, caso eles existam. Uma vez encontrado um V0, as trajet—rias (Tracks) e pontos
que as comp›em (Clusters) podem ser
removidos da tela e somente as trajet—rias associadas ao V0 s‹o mostradas. A
cor convencional para os tra�os de part’culas positivas de V0 s‹o vermelhas,
enquanto os tra�os das part’culas negativas, verdes. As part’culas ÒsolteirasÓ (bachelors) das cascatas
s‹o apresentadas na cor roxa.

Clicando em cada
tra�o, os valores das componentes do momento e a massa da part’cula (na
verdade, o valor de massa mais prov‡vel segundo o algoritmo de identifica�‹o de
part’culas do ALICE) aparecem em uma pequena janela (ˆ direita da figura
seguinte). Essa informa�‹o pode ser copiada na calculadora, que faz o c‡lculo
da massa invariante da part’cula m‹e, usando a f—rmula que foi explicada na
se�‹o anterior.




O programa
inclui, tambŽm, quatro histogramas de massa invariante (para
, Λ,
anti-Λ e Ξ). Ap—s inspecionar cada decaimento V0, voc� pode
identificar os produtos do decaimento da part’cula m‹e e o valor da massa
invariante (uma tabela de refer�ncia com as massas de algumas part’culas s‹o
dadas na calculadora, como mostra a figura acima). Em seguida, voc� deve
pressionar o bot‹o ÒIsto Ž um KaonÓ (That«s a Kaon),
ÒIsto Ž um LambdaÓ (That«s a Lambda), etc. Dessa forma, voc�
estar‡ adicionando uma entrada no histograma correspondente. Os histogramas de
massa invariante podem ser exibidos clicando na aba "Massa Invariante"
(Invariant Mass), logo acima da tela de eventos.
Para atualizar os conteœdos voc� dever‡ clicar no interior de cada histograma

9. O exerc’cio – Analisar eventos e
encontrar os h‡drons estranhos.
A parte de
an‡lise consiste em identificar e contar as part’culas estranhas em uma dada
amostra, contendo na ordem de 30 eventos. Quando iniciar o exerc’cio, voc�
dever‡ clicar no modo estudante (Student) e selecionar o evento que voc� quer analisar.
Atualmente, existem 6 amostras diferentes de eventos com dados de colis›es
pr—ton-pr—ton ˆ 7 TeV de energia no centro de massa.
Ao observar cada
um desses eventos na tela, clicando inicialmente nos bot›es para ver os pontos
(Clusters) e trajet—rias (Tracks), voc� notar‡
a complexidade desses eventos e o elevado nœmero de trajet—rias produzidas
pelas colis›es dentro dos detectores. A maioria dessa trajet—rias correspondem
a p’ons.
Ao clicar em
"V0" e "Cascatas" (Cascades), as trajet—rias do decaimento V0, quando houverem,
e os decaimentos em cascata, quando houverem, aparecer‹o em destaque. Ao clicar
em cada trajet—ria, voc� ir‡ obter as informa�›es sobre elas: a carga, as tr�s
componentes do vetor momento e a massa mais prov‡vel para a part’cula associada
ˆ essa trajet—ria. Estas informa�›es proveem de diferentes detectores usados
para a identifica�‹o de part’culas. Dos produtos do decaimento, voc� pode inferir
qual Ž a part’cula m‹e; para confirmar isso, voc� dever‡ calcular a massa invariante
como descrito na se�‹o 7 e comparar os valores com os apresentados na tabela de
sua calculadora.
Se a massa Ž 497 MeV ± 13 MeV (no intervalo [484,
510] MeV) Ž um Kaon;
Se a massa Ž 1115
MeV ± 5 MeV (no intervalo
[1110, 1120] MeV) e as part’culas filhas s‹o um
pr—ton e um p’on negativo, ent‹o Ž um Lambda.
Se a massa Ž 1115
MeV ± 5 MeV (no intervalo
[1110, 1120] MeV) e as part’culas filhas s‹o um anti-pr—ton e um p’on positivo,
ent‹o Ž um anti-Lambda.
Para o decaimento
cascata, se a massa calculada pelos 3 caminhos Ž 1321 ± 10 MeV
(em um intervalo [1311, 1331] MeV) ent‹o Ž um Ξ.
Dependendo do
resultado que voc� encontrar, clique no ÒIsto Ž um KaonÓ
(That«s a Kaon),
ÒIsto Ž um LambdaÓ (That«s a Lambda), etc. Dessa forma, Ž
adicionada essa entrada no histograma correspondente da massa invariante. No
entanto, pode ocorrer que n‹o seja encontrado nenhum valor calculado de massa
que corresponda com os valores acima. Isto Ž um evento de fundo (background), ou seja, as trajet—rias parecem
vir de um vŽrtice secund‡rio comum, mas neste caso, o vŽrtice foi identificado
erroneamente. Para os prop—sitos desse exerc’cio, iremos ignorar esses V0s.
10. Apresenta�‹o dos resultados
Esta tabela
representa o resumo dos resultados. A coluna da direita contŽm o nœmero de
, Λ,
anti-Λ e Ξ, que voc� encontrou (lembre-se de que Ž preciso ter
apertado o bot‹o ÒIsto Ž um Kaon, Lambda, etcÓ).

Voc� tambŽm pode
olhar os histogramas de massa invariante e verificar o nœmero de entradas para
cada tipo de part’cula. Quando voc� analisar todos os eventos de sua amostra de
dados, salve os resultados em um arquivo seguindo as instru�›es do programa de
an‡lises.
11.
Coleta de todos os dados
Selecionando a
op�‹o ÒProfessorÓ (Teacher)
no menu inicial do MasterClass, voc� pode coletar
todos os resultados. Em ÒControle do Professor" (Teacher Controls) voc� deve selecionar a op�‹o "Pegue
Arquivos" (Get Files) e obter, um a um, os arquivos
com os resultados da an‡lise de cada amostra de dados. Obviamente voc�
precisar‡ transferir os arquivos com os resultados, primeiro para o computador
do professor! Em seguida, em ÒResultadosÓ
(Results),
voc� poder‡ observar a Tabela com todos os resultados.
12.
An‡lise com estat’stica elevada
O visualizador de eventos Ž uma ferramenta poderosa que ajuda a verificar a
qualidade dos dados, sua reconstru�‹o e uma ideia de como os eventos se
parecem. Entretanto, uma an‡lise real n‹o Ž feita visualmente - o que seria
muito entediante e demorado. A fim de analisar milh›es de eventos que s‹o
coletados diariamente no LHC, programas de computadores s‹o utilizados e isso
que voc� far‡ a fim de procurar por V0s em uma amostra grande de eventos.
Na janela de terminal, mude o diret—rio (atravŽs do comando cd MasterClass_extended)
e digite root MasterClassExtended.C.
No espa�o Òcoloque seu nome aqui" (put your name here),
coloque um uma combina�‹o de caracteres que formar‡ o nome do arquivo de
resultados. Escolha uma amostra de dados para analisar (atualmente existem 6
amostra de colis›es pp a 7 TeV com 200 eventos cada);
em seguida, escolha "Estudante" (Student) para prosseguir com a
an‡lise.
Em ÒFerramentas de An‡lise" (Analysis Tools), voc�
pode analisar 100 ou 2000 eventos e calcular a massa invariante de pares de
part’culas tais como ¹+¹-. Voc� poder‡ ver que a massa invariante Ž
uma distribui�‹o cont’nua - isso porque os pares de p’ons
combinados aleatoriamente, n‹o vem de um vŽrtice secund‡rio comum e podem dar
qualquer valor de massa. Isso Ž o fundo.
Ao prosseguir para a sele�‹o de V0, somente pares vindos de um vŽrtice
secund‡rio comum ser‹o considerados; sua massa invariante Ž calculada a partir
da informa�‹o das trajet—rias e da massa dos produtos de decaimento
identificados. Voc� pode selecionar
ou Λ (incluindo anti-Λ). Cada vez que a an‡lise de todos os eventos na
amostra terminar (observe o terminal atr‡s do menu), clique na tela com as
distribui�›es de massa invariante para mostrar o histograma relevante.
A fim de encontrar o nœmero de part’culas de um certo tipo, por exemplo
, voc� precisa
encontrar o nœmero de eventos no pico depois da subtra�‹o do fundo. A fim de
ajustar um curva (polin™mio de segundo grau) ao fundo, voc� primeiro escolhe o
intervalo do ajuste usando a barra e clicando em "Ajuste do Fundo" (Fit background). Quando voc� clica na
tela, a fun�‹o ajustada Ž super-imposta ao histograma
e voc� pode verificar visualmente se o ajuste Ž razo‡vel. Em seguida, voc� pode
ajustar uma distribui�‹o Gaussiana ao sinal, primeiro selecionando o intervalo
do pico. Para a subtra�‹o do fundo, os coeficientes do polin™mio de segundo
grau s‹o usados; clicando no histograma, voc� obtŽm o nœmero total de eventos
no pico, o nœmero de eventos de fundo e aqueles com sinal, assim como o valor
mŽdio da Gaussiana (a massa da part’cula) e sua largura.
A fim de guardar os histogramas, voc� primeiro deve selecionar o diret—rio
onde os histogramas ser‹o salvos (o padr‹o Ž "teacher") e em seguida o
subdiret—rio: K0s (para Kaons), Lambda (para Λ e
anti-Λ juntos). Clicando em 1, 2, 3 ou 4, voc�
salva o histograma mostrado no canto superior ˆ esquerda, superior ˆ direita,
inferior ˆ esquerda ou inferior ˆ direita da tela, respectivamente.
Pode ser dif’cil ajustar os dados de 2000 eventos - ser‡ mais f‡cil com
maior estat’stica uma vez que todos os resultados foram adicionados, como
descrito na pr—xima se�‹o.
13. Cole�‹o de todos os resultados da an‡lise com estat’stica elevada
Escolha o modo Professor (Teacher mode) no menu "an‡lise de larga
escala" (large-scale analysis). A
op�‹o "Pegue os arquivos" (Get Files)
funciona da seguinte maneira: clicando em "Professor" (Teacher), o
diret—rio padr‹o, voc� pode escolher os subdiret—rios para Kaons
(K0s), Λ e anti-Λ
(Lambda). Uma vez que voc� selecionou o diret—rio onde voc� guardou os
histogramas ("teacher"
pode ser mudado para o diret—rio da sua escolha) e subdiret—rio, clique em 1,
2, 3 ou 4 - todos os arquivos de histogramas naquele diret—rio ser‹o
adicionados (a informa�‹o do nœmero e tamanho dos arquivos de histogramas s‹o
mostrados na janela do terminal atr‡s do menu); quando voc� clica na tela, o
histograma resultante ser‡ mostrado no canto superior esquerdo (1), superior
direito (2), inferior esquerdo (3) ou inferior direito (4) da tela.
A fim de encontrar o nœmero total de part’culas
de um certo tipo siga o procedimento para o ajuste do fundo e do sinal como
descrito na se�‹o anterior.
14. C‡lculo da abund‰ncia de part’culas
Usando a informa�‹o que ser‡ dada a voc� ap—s o tŽrmino da an‡lise (por
exemplo, efici�ncia na reconstru�‹o de trajet—rias para cada tipo de part’cula),
calcule a abund‰ncia (nœmero de part’culas produzidas por intera�‹o) para cada
tipo de V0.
15. Esquema do exerc’cio
An‡lise visual
1. Veja exemplos de decaimentos de V0 e descubra como usar as ferramentas
(buscador de V0, calculadora, histogramas).
2. Analise visualmente uma amostra de 30 eventos com V0.
3. Adicione os resultados da
an‡lise de todos os grupos.
An‡lise com elevada estat’stica
4. Analise 2000 eventos /observe a distribui�‹o de massa do fundo combinat—rio.
5. Analise 2000 eventos procurando por
/ ajuste o fundo / ajuste o
pico.
6. Analise 2000 eventos procurando por L e anti-L/ ajuste o fundo / ajuste o pico.
7. Adicione os resultados das
an‡lises de todos os grupos.